quarta-feira, 6 de novembro de 2013
A escrava Esperança
1770, muito antes da Princesa Isabel, uma escrava chamada Esperança
Garcia, destacou-se pela sua coragem ao redigir uma petição dirigida ao
governador Em da Capitania do Maranhão, Gonçalo Lourenço Botelho de Castro,
os maus-tratos sofridos nas mãos de Antônio Vieira de Couto, inspetor
de Nazaré, localidade que hoje é o Município de Nazaré do Piauí (PI). Na
mais antiga petição escrita por um escravo no Brasil, ela denuncia os
maus-tratos sofridos a partir do confisco das fazendas dos jesuítas pela
Coroa Portuguesa. Pediu ainda que fosse devolvida à Fazenda Algodões e
que sua filha fosse batizada.
O cabelo de Lelê
O livro conta a história de uma menina chamada Lelê. Ela quer descobrir e entender porque os seus cabelos são tão cacheadinhos e então resolve fazer uma pesquisa para encontrar suas respostas. A pergunta é, será que Lelê encontra respostas? Sim!Ela descobre que o seu cabelo é herança dos seus antepassados africanos, além disso, Lelê aprende que em cada cachinho de seu cabelo existe um pedaço de sua história.
Autora:Valéria Belém; ilustrações Adriana Mendonça – São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2007.
20 de novembro dia Nacional da Consciência Negra
20 de novembro dia Nacional da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de
janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste
dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A
homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico
representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil
Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade.
Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e
também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no
Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu
povo.
Importância da Data
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A
abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os
negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças
advindas da escravidão.
Vale
dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens
históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido
construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores,
navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre
considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder
negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens
históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por
nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido,
pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e
conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura
afro-brasileira.
fonte: http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_consciencia_negra.htm
domingo, 3 de novembro de 2013
Aniversário o nosso patrono Carlos Drummond de Andrade
31 de outubro de 1902 Nasce o poeta
Carlos Drummond de Andrade
Cortar o tempo
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
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